Escalação do Brasil x Austrália: Ancelotti terá quatro novatos
A escalação do Brasil para o amistoso com a Austrália, nesta sexta-feira (25), em Townsville, deve ter quatro jogadores que não estiveram na Copa do Mundo. Carlo Ancelotti, porém, mantém o desenho com quatro atacantes que foi a marca da Seleção no Mundial.
O técnico definiu o time no último treino em Brisbane, na manhã de quinta-feira na Austrália, ainda noite de quarta no Brasil. A delegação segue em seguida para Townsville.
A provável escalação da Seleção contra a Austrália
Segundo informação do “GE” repercutida pelo Lance, o Brasil deve começar o amistoso com esta formação:
- Goleiro: Hugo Souza
- Defesa: Matheuzinho, Marquinhos, Vitor Reis e Douglas Santos
- Meio-campo: Bruno Guimarães e Danilo Santos
- Ataque: Estêvão, Raphinha, Endrick e Vini Jr.
É um time com dois volantes e quatro homens de frente. A ideia de Ancelotti é clara: mexer nas peças sem mexer na estrutura.
Hugo Souza segue no gol, e Marquinhos e Douglas Santos dão experiência à última linha. Bruno Guimarães é a referência no meio-campo, ao lado de Danilo Santos.
O que muda na defesa e nas laterais
A principal novidade está na zaga. Gabriel Magalhães faz controle de carga desde que chegou à Austrália e deve ser poupado na sexta. Quem ganha a vaga é Vitor Reis, que fará sua estreia pela Seleção ao lado de Marquinhos.
Na lateral direita, a escolha também foi por logística. Vanderson foi chamado para substituir Wesley, mas chegou a Brisbane apenas na quarta-feira. Ele deve começar no banco, e Matheuzinho assume a posição.
Vanderson não foi o único atrasado. Otávio e Arthur Dias também se apresentaram só na quarta. Por isso, o treino desta quinta foi apenas o segundo com o elenco completo, e a maior parte do grupo havia chegado na terça-feira.
Na prática, Ancelotti terá pouco tempo de trabalho com uma linha defensiva que nunca atuou junta. É o tipo de teste que amistoso permite e que jogo oficial não perdoa.
Por que o ataque com quatro continua
O setor ofensivo é o que menos muda. Raphinha, Vini Jr. e Endrick formaram o trio de frente durante a Copa, e Estêvão é o preferido para completar o quarteto.
A volta do jovem ao time já vinha sendo desenhada. Ele próprio comemorou o retorno e o reencontro com Endrick, como o site mostrou em Estêvão celebra volta à Seleção e reencontro com Endrick.
Manter o esquema tem uma leitura importante. Mesmo depois da queda no Mundial, detalhada em por que o Brasil caiu na Copa 2026 diante da Noruega, Ancelotti não abriu mão da ideia. A reconstrução passa por nomes novos, não por um novo modelo de jogo.
O risco também é conhecido. Com só Bruno Guimarães e Danilo Santos no meio, a proteção à defesa depende muito da recomposição dos atacantes, e isso ganha peso com uma zaga estreante.
Arbitragem e o que vem pela frente
A arbitragem dos dois amistosos foi confirmada na quarta-feira (23). O mesmo quarteto japonês trabalha nas duas partidas, com troca de funções:
- Sexta (25), em Townsville: Ryo Tanimoto apita, com Kota Watanabe e Kohe Ando como assistentes e Yusuke Araki como quarto árbitro
- Terça (29), em Brisbane: Yusuke Araki assume o apito, e Watanabe deixa o quarteto de campo
Antes do primeiro jogo, Ancelotti concede entrevista coletiva às 4h de Brasília desta quinta-feira. É ali que o treinador pode confirmar a equipe ou guardar alguma surpresa.
O segundo amistoso, na terça, deve abrir espaço para quem começar no banco em Townsville. Gabriel Magalhães e Vanderson são candidatos naturais a ganhar minutos em Brisbane. Para o torcedor, a sequência de dois jogos em cinco dias é a primeira chance real de ver como a Seleção pós-Copa começa a tomar forma.
Com informações de www.lance.com.br.