25 de setembro de 2026

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SAF do Vasco: leilão abre propostas nesta sexta; veja os cenários

A Justiça abre nesta sexta as propostas pela SAF do Vasco, e a Almirante, de Marcos Lamacchia, é favorita para ficar com 90% do clube.
Camisa do Vasco em destaque, ilustrando o leilão da SAF do Vasco

A venda de 90% da SAF do Vasco tem um dia decisivo nesta sexta-feira (25). A Justiça abre as propostas a partir das 14h (de Brasília), e a Almirante Participações, empresa que tem Marcos Lamacchia entre os sócios, chega como favorita.

Se nenhuma oferta maior aparecer, o grupo de Lamacchia deve ser declarado vencedor ainda hoje. Mas o processo não termina aí: o negócio ainda precisa passar pela política interna do clube.

Como funciona o leilão da SAF do Vasco

Apesar do nome, não haverá martelo nem disputa de lances ao vivo. O que acontece nesta sexta é a abertura das propostas enviadas por escrito pelos interessados.

O prazo para apresentar ofertas começou em 28 de agosto, quando a Justiça publicou o edital do processo competitivo. Desde então, as empresas puderam formalizar o interesse no controle da SAF.

A operação envolve valores na casa dos R$ 3 bilhões. Esse número considera os compromissos financeiros previstos no negócio, e não apenas o dinheiro que entra de imediato.

Por que a Almirante sai na frente

A empresa de Lamacchia tem duas vantagens claras sobre qualquer concorrente. A primeira é prática: foi a única interessada a fazer o depósito judicial exigido pelo edital.

Esse depósito funciona como uma garantia em dinheiro, que fica vinculada à Justiça enquanto o processo corre. Quem não depositou, na prática, chega em desvantagem.

A segunda vantagem é o status de “stalking horse”. O termo define a proposta-base de um processo competitivo, aquela que serve de piso para as demais.

  • A oferta da Almirante é o ponto de partida da disputa.
  • Se outro grupo oferecer mais, a Almirante pode igualar a proposta.
  • Sem oferta superior, a empresa é declarada vencedora.

Ou seja: para tirar o Vasco das mãos de Lamacchia, um rival precisaria apresentar uma oferta maior e ainda torcer para que ela não fosse coberta.

O risco de uma reviravolta na Justiça

O cronograma prevê que tudo se resolva nesta sexta. Só que o ambiente político e jurídico em torno do Vasco segue agitado, e isso abre espaço para contestações.

Existem instrumentos legais capazes de suspender ou atrasar processos desse tipo. O Rio já viu isso acontecer em 2021, no leilão de concessão da CEDAE, realizado em abril daquele ano.

Naquele caso, sindicatos, partidos de oposição e deputados recorreram a diferentes instâncias do Judiciário e do Legislativo para tentar barrar ou adiar a decisão. O leilão virou uma batalha judicial até o último minuto.

Nada indica, por enquanto, que o mesmo vá se repetir com o Vasco. Mas uma decisão de última hora não pode ser descartada, e ela mudaria todo o calendário da venda.

Para o torcedor, o contexto pesa. O clube já viveu uma experiência traumática com a primeira SAF e sabe que cada etapa desse processo tende a ser disputada. Quem acompanha o dia a dia do futebol brasileiro viu, nas últimas temporadas, como mudanças fora de campo afetam o planejamento esportivo, das novas regras para estrangeiros no Brasileirão às movimentações de elenco.

Depois do vencedor: Conselho e Assembleia

Definir o vencedor é só metade do caminho. O resultado segue para o Conselho Deliberativo do Vasco, que decide se leva ou não a proposta à Assembleia Geral.

Se o Conselho der aval, os sócios estatutários votam pela aprovação ou pela rejeição da operação. Só depois disso a venda de 90% da SAF pode ser concluída.

  • Sexta (25), 14h: abertura das propostas na Justiça.
  • Etapa 2: resultado enviado ao Conselho Deliberativo.
  • Etapa 3: votação dos sócios estatutários na Assembleia Geral.

Segundo apuração do Lance!, a diretoria vascaína avalia que não terá dificuldade nas duas instâncias internas. A expectativa no clube é de aprovação.

O que esperar a partir de agora

O cenário mais provável é simples: sem ação judicial e sem oferta concorrente maior, a proposta de Lamacchia avança para as fases finais. Aí o foco passa para o calendário do Conselho e da Assembleia.

Qualquer desvio desse roteiro vem de fora: uma liminar ou um grupo disposto a pagar mais. Os dois cenários existem, mas hoje são vistos como menos prováveis.

Enquanto isso, o time segue sua caminhada em campo. Para acompanhar a situação do Vasco e dos rivais, confira a tabela do Brasileirão 2026 com a classificação atualizada.

Com informações de www.lance.com.br.

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