Governo de Minas destina R$ 32 milhões a Atlético e Cruzeiro
Foto: Pedro Souza / Atlético
O Governo de Minas vai repassar R$ 32 milhões a Atlético, Cruzeiro e América para amortecer a perda dos patrocínios de apostas. Atlético e Cruzeiro recebem R$ 15 milhões cada. O América fica com R$ 2 milhões.
O anúncio foi feito pelo governador Mateus Simões (PSD) na manhã desta terça-feira (29/9), depois de uma reunião com representantes dos três clubes. Segundo o governo, os pagamentos serão imediatos.
Quanto cada clube recebe e de onde vem o dinheiro
A divisão anunciada pelo Estado ficou assim:
- Atlético: R$ 15 milhões
- Cruzeiro: R$ 15 milhões
- América: R$ 2 milhões
O aporte sai de duas empresas ligadas ao Estado: a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Em troca, as marcas das duas companhias vão para os uniformes dos clubes. O espaço exato na camisa ainda não foi definido.
Simões tratou a medida como um gesto de responsabilidade com o futebol mineiro. “Esses contratos serão assinados ao longo dos próximos dias, mas o compromisso já está firmado no valor de R$ 32 milhões”, afirmou o governador, que é candidato à reeleição.
Os três clubes mandaram dirigentes de peso para a reunião. Pelo Atlético, o empresário Renato Salvador, um dos acionistas da SAF. Pelo Cruzeiro, o próprio Pedrinho. Pelo América, Marcus Salum, coordenador de venda da SAF.
O governo também sinalizou que a lista não termina aí. A ideia é negociar um auxílio com outros dois clubes do estado:
- Athletic, de São João del-Rei, que disputa a Série B do Brasileiro
- Uberlândia, que vai jogar a Série C em 2027
Os valores para esses dois ainda não foram anunciados.
O dinheiro cobre o buraco deixado pelas bets?
Não. Ajuda, mas fica longe de repor o que os clubes recebiam do setor de apostas.
O Atlético tem contrato de patrocínio máster com uma empresa do ramo válido até dezembro de 2027, no valor de R$ 60 milhões por temporada. Os R$ 15 milhões do Estado equivalem a um quarto de uma temporada desse acordo.
No Cruzeiro, o patrocínio principal também vem de uma casa de apostas. O vínculo vale até o fim desta temporada e gira em torno de R$ 43 milhões por ano. O aporte do governo cobre pouco mais de um terço desse valor.
O América está na mesma situação: sua patrocinadora máster é do setor. Para um clube de orçamento menor, porém, os R$ 2 milhões pesam proporcionalmente mais.
Pedro Lourenço, o Pedrinho, acionista majoritário da SAF do Cruzeiro, resumiu o clima ao falar sobre planejamento para 2027. “Vai ter que fazer todo um replanejamento”, disse, ao explicar que o clube não consegue decidir agora sobre janela e renovações. Ele pediu cautela até que o cenário fique mais claro.
O que muda para o torcedor
A mudança mais visível vai estar na camisa. As marcas das casas de apostas precisam sair, e Codemge e Cemig entram no lugar. Onde exatamente cada uma vai aparecer é o que os clubes definem nos próximos dias.
Minas é o primeiro estado a colocar dinheiro público na mesa depois da Medida Provisória. A discussão nacional continua em Brasília, com a proibição das bets no futebol sendo questionada no STF e clubes de todo o país reunidos com o Ministério do Esporte.
Em campo, a rotina segue. O Brasileirão volta depois da Data Fifa, e o torcedor pode conferir o próximo jogo do Atlético para saber quando a nova camisa deve estrear.
Perguntas frequentes
Quanto o Atlético e o Cruzeiro vão receber do Governo de Minas?
R$ 15 milhões cada um. O América recebe R$ 2 milhões, somando R$ 32 milhões no total.
Por que o governo está dando esse dinheiro aos clubes?
Para compensar parte da perda dos patrocínios de casas de apostas, proibidos pela Medida Provisória assinada pelo governo federal. Em troca, Codemge e Cemig ganham espaço nos uniformes.
Quando os clubes recebem?
Segundo o governo, o pagamento é imediato. Os contratos serão assinados nos próximos dias.
Com informações de www.lance.com.br.