Martinelli na Seleção: volante do Fluminense revela inspirações
Martinelli vive sua primeira convocação para a Seleção Brasileira e já deixou claro de onde vem a referência. O volante do Fluminense, chamado de última hora no lugar de João Pedro, cortado por lesão, citou Casemiro, Fabinho, Kléberson e Fred como os meio-campistas que marcaram sua formação.
O jogador de 24 anos está com o grupo em Brisbane, na Austrália, onde o Brasil faz o segundo amistoso desta Data Fifa. Em entrevista à CBF TV, ele disse que pretende aproveitar cada dia de treino com Carlo Ancelotti.
Convocação de última hora, mas não por acaso
A chegada de Martinelli foi repentina, mas o nome dele não era novidade. O volante vinha sendo lembrado há algum tempo pela regularidade no Fluminense, clube que defende desde as categorias de base.
Ele mesmo contou que acompanhou as especulações sem perder o foco no clube. Segundo o jogador, a notícia de que estava na lista ampliada já tinha sido motivo de alegria.
— Quando eu passava na zona mista dos jogos, o pessoal comentava, mas eu tinha que estar focado no meu clube para que eu tivesse o meu melhor desempenho — afirmou à CBF TV.
O corte de João Pedro abriu a porta. E a porta abriu justamente num momento em que Ancelotti procura alternativas para o meio-campo, setor em que a Seleção ainda busca uma formação definida no novo ciclo.
As quatro referências de Martinelli no meio-campo
Na conversa, o volante listou os jogadores que acompanhava pela televisão e que ajudaram a moldar seu estilo. A lista mistura gerações diferentes da Seleção:
- Casemiro — o nome que ele disse admirar mais.
- Fabinho — outro volante de marcação e posicionamento.
- Kléberson — pentacampeão em 2002, que ele conheceu mais por vídeos.
- Fred — que acaba de voltar ao futebol brasileiro para defender o Atlético-MG.
Dois desses nomes, Casemiro e Fabinho, estiveram com Ancelotti na última Copa do Mundo. A escolha diz muito sobre o perfil de Martinelli: um volante que protege a defesa, organiza a saída de bola e raramente perde a posição.
É um estilo que conversa com o que Ancelotti costuma pedir de seus meio-campistas. Há também um conselheiro de peso no grupo: Martinelli contou ter ouvido orientações de Thiago Silva, que trabalhou com o treinador italiano no Milan e no PSG.
O que está em jogo contra a Austrália
O segundo duelo com a Austrália deve ter cara de laboratório. Ancelotti prepara mudanças na escalação do Brasil contra a Austrália, com sete alterações em teste em relação ao primeiro jogo.
Para um estreante, esse cenário é uma oportunidade rara. Quanto mais o técnico roda o elenco, maior a chance de minutos para quem acabou de chegar.
Martinelli tratou os amistosos com seriedade. Ele descreveu a Austrália como um adversário forte fisicamente e falou em evoluir jogo a jogo dentro do esquema do treinador.
— É o início de uma trajetória, de uma caminhada. A gente está encarando esses jogos com muita seriedade — disse o volante.
Ele não é o único jovem tentando aproveitar a janela. Outros novatos também ganharam espaço nesta convocação, como o meia Gabriel Bontempo, do Santos, que cita Neymar como guia.
Gratidão ao Fluminense e o que vem pela frente
Martinelli fez questão de dividir o momento com o clube que o revelou. Ele definiu o Fluminense como o lugar que o formou como pessoa e como jogador.
— É o clube que me fez homem, que me fez jogador, que me deu essa oportunidade de mostrar o meu futebol — declarou.
Para o torcedor tricolor, a convocação é uma vitrine importante. Um volante formado em casa, com status de Seleção, ganha valor de mercado e peso no vestiário. Por outro lado, aumenta a atenção de clubes interessados.
O próximo passo é entrar em campo. Se tiver minutos contra a Austrália, Martinelli sai de Brisbane com a chance de brigar por uma vaga nas próximas listas de Ancelotti, num meio-campo que ainda está em construção.
Com informações de www.lance.com.br.