Santos de Cuca: quarteto com Neymar e Coutinho mostra potencial
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O Santos de Cuca virou sobre o Fluminense, por 2 a 1, com Neymar, Philippe Coutinho, Gabigol e Everton Cebolinha juntos no ataque. O quarteto deu resposta no placar, mas o jogo também mostrou que a formação ainda precisa de ajustes para render o máximo.
A vitória deixa o Peixe em 8º lugar no Brasileirão, com 45 pontos em 31 jogos, dentro da faixa que hoje dá vaga na Sul-Americana.
Um começo difícil antes da virada
Juntar os quatro principais nomes do ataque não evitou um primeiro tempo complicado. Aos quatro minutos, o Fluminense já tinha aberto o placar.
A partir daí, o Santos sofreu atrás. O time deixou espaços e repetiu falhas defensivas durante toda a etapa inicial. Nos acréscimos, Neymar teve a chance do empate, mas parou no goleiro Fábio.
Fábio, aliás, foi peça importante do lado tricolor. Suas defesas seguraram a vantagem mínima até o intervalo.
O que mudou no segundo tempo
Na volta do vestiário, o Santos subiu a pressão. O Fluminense perdeu intensidade e passou a ceder espaço, e o Peixe aproveitou para virar.
Nos 15 minutos finais, o time encontrou as tabelas perto da área que não tinha conseguido antes. Esteve perto do terceiro gol: Neymar acertou a trave em uma das chances.
Os números do jogo para cada peça do quarteto:
- Philippe Coutinho: fez o gol da virada, o primeiro dele com a camisa do Santos.
- Neymar: uma trave e uma das melhores atuações do time; Cuca disse que foi o melhor jogo do camisa 10 desde que chegou ao clube.
- Gabigol: marcou e chegou a 16 gols contra o Fluminense na carreira (11 pelo Flamengo e 5 pelo Santos).
- Everton Cebolinha: sem protagonismo, mas com movimentação que dá a Cuca mais uma opção de aceleração.
Gabigol segue como referência
Gabigol é o artilheiro do Santos na temporada, com 25 gols e 10 assistências. Contra o Fluminense, ele manteve um retrospecto que já vinha dos tempos de Flamengo.
Para quem acompanha o Santos, esse é o ponto que dá sustentação ao quarteto. Com Neymar e Coutinho criando, o centroavante tem mais bola para finalizar.
Cuca pede tempo e equilíbrio
O treinador gostou do que viu, mas deixou claro que o modelo tem um custo defensivo. Ele ainda citou o meia Gabriel Bontempo como parte do grupo ofensivo.
“Quarteto, eu incluiria ainda o Bontempo, que é um meia. O que temos que fazer quando jogamos assim, com um time ofensivo fora de casa, é agrupar”, disse Cuca.
Segundo ele, a marcação não é característica desses jogadores, e por isso o time sofre quando não se agrupa. “Lógico que requer tempo. Eles têm que se condicionar melhor, conhecer melhor o outro”, completou.
O que esperar do Santos na reta final
A defesa é o alerta. O Santos sofreu 46 gols em 31 rodadas, e o primeiro tempo contra o Fluminense mostrou de onde vêm parte deles.
Na tabela, o Peixe está 4 pontos atrás do Bahia, 7º colocado, e 3 à frente do São Paulo, 9º. Com sete rodadas pela frente, achar o equilíbrio entre o quarteto e a marcação pode definir se o time sobe na tabela ou só se mantém na faixa da Sul-Americana.
Confira as datas e o horário no próximo jogo do Santos e relembre quem já marcou seu nome no campeonato na lista dos maiores artilheiros da história do Brasileirão.
Com informações de www.lance.com.br.